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Despedida


O eco da última palavra dita ainda ressoa,
e depois, apenas o silêncio de uma linha rompida.
Um dia, quando fores mais velho lembrarás
e então saberás a dor que me deixaste na despedida.
O que nunca irás saber é a transfusão que eu já havia feito,
antes de saber que eu iria, então, conjugar o verbo desistir.

Desistência é um caminho possível, talvez o único que tenhamos.
Já estavas guardado em meu coração, muito antes de partires.
Aprendemos muito um com o outro e mesmo que não tenhas alcançado
um dia saberás o quanto.
A realidade é mais forte que os sonhos e sucumbiu o nosso amor.

A nossa paixão não resistiu à erosão do tempo, nem dos problemas, nem das mentiras, nem das pessoas que, com línguas de fogo, tentaram nos moldar.
Há um tempo certo para os ajustes, para viver ou para desistir.

Não suportamos o frio dos dias vazios, nem a distância, nem o  vazio da cama.
Mas, em tudo eu vejo que o caminho não tem volta, que nada mais cola,
que as palavras já magoam muito mais do que acalmam e mesmo
tendo tua alma gravada na minha, a verdadeira distância já se estabeleceu.

Adeus, amor.

Ao Homem dos meus sonhos, que morreu, assim que eu despertei...





















TRANSPARêNCIA
Enviado por TRANSPARêNCIA em 30/08/2007
Reeditado em 10/05/2011
Código do texto: T630322

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Sobre a autora
TRANSPARêNCIA
Campinas - São Paulo - Brasil
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