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TRAÇOS N’ALMA

                 Traços n’alma... desditosa porém viva
        Na sagrada morada de minh’essência
           A que tudo nela deixa... suas vivas marcas
                Do contrário, nela não então estariam

                Até o amor não nela viveu
        Ou se existiu, vede, pois que morreu
           E assim, com o tempo foi embora... e partiu
    Todavia, em su’essência... marcas profundas deixaram

           Ou não seriam então traços, mas sim crueis traças
      A roerem as páginas de minha vida... sem dó nem piedade?

        Mas, poderia o amor “morrer”... no tempo?
  (aquele que é filho... e pai... d’eternidade... sem começo e sem fim!)
      Dos ponteiros da vida que por fim pararam... e não mais seguem...
               A deixar-me agonizar entre soluços infindáveis

              Oh suplício inominável e cruel!
       D’alma que se estagna e se afoga em suas lágrimas
               Do afresco que já não mais se vê
         Embora fique na parede a vazia moldura
                E destarte somente existe na memória
             Até quando?
                Até a minha morte?
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 06/08/2018
Código do texto: T6411287
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz