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DEPRESSÃO (morrendo aos poucos)

      E inesperadamente eis que a bela rosa d'outrora murchou!
  Por que o céu se cobrira de nuvens (ainda que lá não se houvessem)?
         Pelo tanto que lhe comprime o peito e a angustia
  D'alma a afogar-se em seu tormento, todavia não quer dele sair
    Mistério a que racionalmente não s'explica

     Quanta perturbação! Quanta falta de alento!
         Seria um suicídio em longo prazo?
    E destarte nada aqui a anima ou a afogueia
           Nada... nada... nada...
Daquele jardim a não mais reverdecer aos olhos que agora o vê
        Que pena!

         Depressão!
  Ah! como é difícil convencer a quem em sua tristeza s'enlaça
    ... de sua necessidade em dela sair!
          (e, portanto de seu tormento fugir)

       E assim, sua vida s'esvai... de su'alma
          (se é que de fato está viva!)
    Da rosa a não exalar mais o seu antigo perfume...

                      ***********************

                            6 de janeiro de 2019

 PS: Fiz este humilde texto em função de uma pessoa próxima que eu tenho um especial afeto. Só Deus sabe o quanto eu quero ajudá-la! Trabalho na área da saúde, e digo que os males psicológicos são os mais difíceis de tratar. Um abraço a todos.
Paulo da Cruz
Enviado por Paulo da Cruz em 06/01/2019
Reeditado em 06/01/2019
Código do texto: T6544114
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo da Cruz
Curvelo - Minas Gerais - Brasil
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Paulo da Cruz