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Todas as estrelas morrem jovens

Sentimento de culpa eterna nos condena
As flores no calvário numa faustica cena
E as estrelas morrendo sem pranto nem dor
A tortura divina chamada de amor,
Por que estamos, assim, tão distantes de nós
Mesmos, por que estamos tão velhos, tão sós?
Sinto pena das almas que nessa centelha
Tão fria, tão longínqua, esculturas mortas
Que vão fechando todas as mais velhas portas
Num sonho desfocado de matiz vermelha...

E os velhos sortilégios do ilusionista
Não reduzem desejos dum decadentista
Mas será que esse sonho que desaparece
Morrerá infantil, mesmo que eu não quisesse
Desistir? Resistir sozinho ao tempo rude
Que apodrece tua viola, teu belo alaúde
E os dedos tão cansados de sempre tocaram
As notas para aqueles que sempre se amaram
Mesmo depois da morte, depois dessa vida,
Depois, sempre depois de tudo que passou,
Uma vida na luz que p’ra sempre apagou
Procurando a mais fácil e veloz saída.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 19/09/2007
Código do texto: T658680

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1655 audições)
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Fabio Melo