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Ao meu pai

Joaquim de Castro Junior.

Na sua ultima morada...
Violada pelo descaso,
Onde o poder público
É desprovido de sentimentos.

Não se dignam procurar
O que é verdadeiro ou justo?
Apenas o dinheiro importa.
Com isso sofremos injustamente.

Papai hoje você não tem:
Sua campa fria, seu derradeiro leito.
Apenas lembranças na memória,
Surge e são a cada instante refeitas.

Por ironia, ou acaso, ou destino...
A cidade que adotou por sua
Foi a que destinou seus ossos...
A uma ossaria. Sem questionar?

Seus familiares nada sabiam...
Indgnados ao ver o Campo Santo,
Que sua morada ali não mais existia.
Em seu lugar outro agora ocuparia.

Injustiça se faz todos os dias...
Foi condenado e morto por não querer,
O lixo da cidade como seu vizinho.
Agora impedido de ter sua ultima moradia!
                                 sua filha Cilene.
Cilene de Castro Dano
Enviado por Cilene de Castro Dano em 24/09/2007
Código do texto: T665864
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Sobre a autora
Cilene de Castro Dano
Presidente Prudente - São Paulo - Brasil, 75 anos
93 textos (5185 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/17 05:24)