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ROTINA


Não somos; embora sejamos,
Aquilo que pensamos ser,
Não vimos; embora vejamos,
Uma outra face aparecer.

Não aquela de outrora,
Que nos encantou,
E sim a de agora,
De si; tão senhora,
Do marasmo das horas,
Que sobre nós pairou.

Adaptamos-nos,
Ao (in)comum que ora,
Ao desajuste do cós,
Calamos a vós do âmago,
Empurramos o encanto com o estomago,
Perdemos o brilho do olhar,
Deixamos a rotina reinar,
Ocupar o trono do amor maior;
Da vida, perdemos o melhor.

E para mudar isso tudo,
Recuperar o conteúdo,
Não é uma simples equação,
Envolve o coração;
E ele não mais se ilude,
Com o sonho que cai amiúde,
Com o romantismo existente,
Ainda que consistente;
No azul da plenitude.

...Até quando terá voz,
Esse absurdo de nós?

DELEY
Enviado por DELEY em 05/10/2007
Código do texto: T682337

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Sobre o autor
DELEY
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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