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CERTAS HORAS



Em certas horas,
vinda de qual lugar não se sabe,
uma angústia anônima assalta-nos.
num crescente
que mais do que envolvente,
absorve a pouca animação
que teima em ser sobrevivente...
Em certas horas,
Vem a nós a visita indesejada,
Uma situação não planejada,
Feito o vento que,sem licença,
Deixa nossa porta escancarada.
Em certas horas,
Aquela melancolia companheira,
que de amiga nada tem,
vem pra nos dar aquela rasteira,
aviso certo de que algo não vai bem.
Em certas horas,
Certos amigos fazem falta
Certas palavras nos faltam
Certos consolos não caem bem.
Em certas horas,
O vento não venta
A chuva não cai
A gente lamenta
E a voz não sai
Em certas horas,
A gente é casa sem teto
É navio sem poder atracar.

                                                              18/05/2005
MARCELO MOURÃO
Enviado por MARCELO MOURÃO em 24/10/2007
Código do texto: T707190

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Sobre o autor
MARCELO MOURÃO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 44 anos
66 textos (2065 leituras)
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MARCELO MOURÃO