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Minha doce libitina

por vezes eu queria morrer
de uma morte bem sondada
a penumbra e miúde noturna
laboram a ilusão dilacerada

não trajei meus bons sonhos
não vivi minhas conquistas
adoeci prepotente
de uma vida combalida

é tão fácil ser feliz
sem intempéries e desafios
duro mesmo é acordar
pra lamúria do precipício

eu hei de estar chafurdada
em penas das lástimas que prestei
quem me busca a coitada
de uma Amanda que nunca amei

quem sou eu no itinerário
a arbitrar por ruas distímicas
do meu modo tão selvagem
previamente esquisita

alucino a falcatrua
de ser parca e bem feliz
boto a máscara de felicidade
mas ela não está em mim

um novo dia uma nova falastruía
urdir palavras
quem sabe é uma fuga

um fusca velho
de motor acorrentado
pior mesmo é gasolina
gasolina cegatina

vende se como água benta
e é facilmente refutada
ainda assim pelo bril das mentiras
é liberta e desatada

hei de ser como gasolina
quererida e quereroda
uma espúria bem vestida
transvestida de bondosa


Umapoetisaqualquer
Enviado por Umapoetisaqualquer em 17/10/2020
Reeditado em 17/10/2020
Código do texto: T7089877
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Umapoetisaqualquer
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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