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Minha musa

A noite está fria.
Tenho corpo gelado.
Não sei como ainda existo.
Tanto que eu gostava
De escrever outras coisas,
Mas tu, musa traiçoeira, que me deixaste.
Abandonaste-me, quando eu
Mais precisava de ti.
Que vou eu fazer, sem a tua inspiração.
Ainda estou gelado.
O meu corpo não reage.
Outras pessoas passam,
E nem pensam o quanto eu sofro.
Fico uma noite a seguir á outra.
Utilizando o mesmo cartão como colchão.
Os mesmos panos como almofada.
Para cobrir, uma fina manta,
Que deixa passar o frio
Pelos buracos que já tem.
Mas minha musa,
Vem, eu preciso da tua ajuda.
Eu quero escrever.
Quero dizer a todo o mundo,
Que embora gelado,
Estou vivo, e bem vivo!

Carlos Jorge Gomes Candan
Enviado por Carlos Jorge Gomes Candan em 09/11/2007
Código do texto: T729652

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Sobre o autor
Carlos Jorge Gomes Candan
Portugal
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Carlos Jorge Gomes Candan