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O Cárcere da Carne!

O CÁRCERE DA CARNE

Ajuntamento de trapos
Nas esquinas da ilusão,
Amealhar de feridas
No esticar do tendão.

Purulência da visão
Na miopia da verdade,
Surdez da inteligência...
No apagar da sagacidade!

Acotovelar das células
No plasma envenenado,
Reunião dos dejetos
No sangue estagnado.

Apodrecer da carne
Em esqueleto deformado.
Medulas diluídas
Em osso descarnado.

Jactância do orgulho
Na cicatriz da alma,
Descaso do perdão
Que consome a “fúria”.

Esta autópsia programada,
Um dia, virá plenamente
E, na mesa da operação,
Não sobrará uma semente!

Enquanto dermos valor
Ao nosso mesquinho físico,
A nossa alma encarcerada
Fará do lodo... Paraíso!

  (aa.)S/A/Baracho.
conanbaracho@uol.com.br
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Enviado por Sebastião Antônio Baracho Baracho em 09/11/2007
Código do texto: T730636
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Sobre o autor
Sebastião Antônio Baracho Baracho
Coronel Fabriciano - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
421 textos (19879 leituras)
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Sebastião Antônio Baracho Baracho