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Enganos

Talvez devesse reler minha vida toda.
E o que nela acharia? Decerto que
Nada de aproveitável, exceto
Um monte de papéis gastos.
Somente para dizer, na metamorfose da borboleta negra
A lagarta de volta ao ventre da terra
Enfim, apenas um engano.

Talvez meu erro tenha sido
Esperar a hipocrisia
De certas pessoas falar
Com vozes doentes
Com doentes sentimentos.

Talvez devesse pensar seriamente em suicídio!

Mas se morresse, quem me enterraria?
Quem deixaria flores sob meu sepulcro
E viria a lamentar minha morte?
Quem?

Esperava palavras de pessoas mudas
Mudas pela indiferença bestial
De suas vidas cansadas de nada
De seus propósitos em nada
De apenas nada, reduzido ao tédio
Ao conforto cômodo de ser idiota
Ao repouso cansativo sem sentido.

Queria ter apenas um sorriso
Mas tudo que tenho são estas flores
Que peguei, já mortas, do jardim
De Deus...
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 06/12/2007
Código do texto: T767737

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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Fabio Melo