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Poema da Monera

Feixe ígneo e vasto da lanterna
Condutor de perdidos a tantas dores
Fruto da estupidez dos desamores
Mestre da indubitável dor interna.

Deixe-nos conduzir nossos clamores
Sem nos consumir a vida eterna
Na incomensurável pós-moderna
Desativação dos teus sabores

Quero que ouças agora o meu pranto
E que espante todas as quimeras
Pois tais monstros vêm de outras eras
Nos impedir de usar da vida o manto.

Transmutação antiga das moneras
Veio esconder o nosso eterno canto
Estaria frio se não fosse santo
O foco quente dessas vis lanternas,

Que irrompem na pele como um leicenço
Deixando em parte “nosso corpo” tenso
Como se “fossem” um só corpo o nosso.

Leva adiante as glórias dessa farsa
Tal qual o arauto etéreo da desgraça
Determinando que eu nada posso.
gothmate
Enviado por gothmate em 30/11/2005
Código do texto: T78733


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Sobre o autor
gothmate
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 44 anos
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gothmate