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Uma boa lição


-Eh! Eh!
-Vamos para a mata brincar?
-Vamos ao mel?Que bom!
-Delicia-te...
-Mel?  vamos encontrar!
-Está mesmo a apetecer!
- As abelhas vamos espantar......

E aos saltos de contentes, lá foram os meninos, indiferentes , inconscientes, da maldade que tinham na mente.

-Olha? Ali uma árvore gigante?
-Parece um elefante.
-Eh! Vamos ver o que ela tem?
-Eh! Uma abertura ...
-É um buraco grande....
-Vamos nos aproximar.
-Cabemos lá bem...
-Vamos verificar.

-Ah! Umas casinhas?
-vamos vêr melhor... estão aqui dentro.
(Espreitando para dentro)
-Que elegantes?
-é um colmeal.?
-Mas, está tudo muito calmo.
-bom sinal ...bom sinal
-que belo esconderijo...

E entraram para dentro da arvore. que tinha uma grade entrada.

E, numa alegre zoada.
Gritaram até fartar.
fazem-no hilariantes.
Para dentro da árvore.
Numa grande solfejada.
Que soava bem longe.
Naquela mata cerrada.

-Eh! Vamos entrar?
-Não! Dá medo!
-Qual medo? Vamos investigar?
-Eh! Pá! tás mesmo um amedrontado.

-Tá bem. Vamos então a isso…
-Cuidado! não te caia, no toutiço
alguma coisa má.
-Tal é a audácia, com que estás?

-Eh pá? até vou papar, o que dali sair.
-e até há ninhos com ovinhos 
-e outros com passarinhos
-Venha o que vier, até vou rir
da tua tremedeira.

Nisto ...parecia que a terra tremia...tudo abanava...
 
-Eh! repara! a árvore está a abanar!
-Parece alvoraçada.
-Zangada?
-Está a baloiçar.

-Eh! Vamos rasparmo-nos daqui.
-Pomo-nos em campo.
Nada dizemos e esperamos.
(Disseram já intrigados
e algo desconfiados)

-Ok… tudo bem?
-Veremos o que dali vem…
-Coisa boa, não será?


Então para grande surpresa.!
Abriu-se uma portinhola.
E de dentro, do velho tronco
da árvore agigantada.
Que era, a grande morada
da passarada da floresta.
que ali se acoitavam.
e que de zangada abanava.
Sai um enxame de abelhas.
Que foram desinquietadas.
Furiosas, destemidas.
Preparadas para atacar.
A quem, as tinha
vindo ali importunar.

-Eh pá vamos fugir!
-Elas já nos bisparam!

(E assim aconteceu.)
Correram à disparada.
Com as abelhas na alçada.
Aterrorizados, medrosos.
E, já arrependidos estavam
da sua maldosa proeza.
Estas, de tão furiosas!
lançadas se foram, velozmente.
Ainda os alcançaram.
Pois cravaram, nos meninos.
umas boas ferroadas.
Para lhes ficar de emenda.
Pois, que de tão atrevidos.
A colmeia tinham alvorecido.

E, a árvore que dentro de si.
Guardava tal tesouro .
Que era a guardiã .
das abelhinhas buliçosas.
Alegres laboriosas.
Fez de propósito o alvoroço .
Com as suas ramadas, abanava.
Para as abelhas alertar.
E aos meninos espantar.
e, até para os assustar.

Depois de ter acalmado.
Foi quando, sorriu de contente.
Por suas amigas salvar.


-Não querem lá ver os atrevidos?
Que até me assustaram,
com a gritaria que fizeram.
-Eu que há pouco tinha adormecido?
Vieram moer-me o cizo.
Aprenderam bem a lição.
Para não cobiçarem,
o que não lhes é devido.
E, deu mais outro abanão
aos seus ramos frondosos.
para sua satisfação....
Que até espantaram, as aves da floresta.


Quanto aos meninos, então ?
Levaram uma repreensão.
E foram ao posto curar-se.
E, por vergonha sua,
nem choraram, nem comentaram.
(É que ferroada da abelha dói)

-Ah! meninos ..o que foi?
Perguntou a enfermeira.

-Não foi nada ......

É assim que a natureza nos dá lições de amor, de mãos dadas, protegendo-se uns aos outros com as “armas” que possuem.




De T, ta

Agosto de 07

Tetita
Enviado por Tetita em 29/08/2007
Reeditado em 08/12/2007
Código do texto: T628903

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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