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O pardalinho esperto


Pardalinho esperto


Certo dia descobri,
que havia um pardalinho, vistoso e formoso,
que todos os dias, alegrava a janela do meu quarto.
Como era doce a sua  alegre cantarolada.
Nas vidraças meio abertas, ele apenas espiava,
E, mal via gente, rápido esvoaçava.
Para logo mais, voltar com o melodioso pipilar.

Reparei atentamente,
que todos os dias repetia, esse caminho de vai vem.
Pulava de árvore em árvore e, depois se enfiava por umas frinchas
de umas casas velhas, que havia naquele local.
Adivinhei a intenção, ele queria alimento.
Era ali que ele tinha, o seu ninho e a filharada.
Mas mais passarada havia, que saltitantes e cantantes, faziam
a alegria deste recanto da minha casa.

Preparei-lhe então um sítio, onde diáriamente
 Colocava, a alimento e agua, e ele ali a vinha procurar,
para os filhotes alimentar.
Depois o tempo mudou….
Toda aquela passarada debandou
As árvores despojaram-se e a alegria acabou.
O pardalinho deixou de aparecer.
Já não me vinha acordar, de manha cedinho.
E exasperado para que lhe desse a comidinha.
   
E os trinados emudeceram.
E toda aquela folia, cheia de encantamento,
que só a mãe natureza é capaz de ofertar,
findou porque o tempo mudou.

De t,ta
18-09-07






Tetita
Enviado por Tetita em 19/09/2007
Código do texto: T659459

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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