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LEMBRANÇAS

Lembro-me,
A gente naquela praça, tempo negro, frio voraz.
Eu deitado em seu colo, misturando lamento ao
seu perfume.
A poeira do parque sujava nossos gostos sem
máculas.
As estrelas beijavam nossos rostos
E meu anseio corrompia minha paz!
Sua vontade de me fazer esquecer a carência de
compreensão.
A lua brilhava sem nenhuma esperança que me
presenteasse.
Horas passavam e pra trás ficou um lindo sonho
adolescente!
Hoje não tenho seu colo, o banco da praça,
nem mesmo a poeira.
A mácula do amadurecer roubou-me a
ingenuidade
Levou-me o direito de ao menos olhar-te !
Agora vou vivendo e sendo moldado pela vida.
A poeira tornou-se poluição
Seu perfume foi suprido por outro
Deito-me numa cama quente e o frio permanece
Sua ausência me deixa assim minúsculo !
Deixo vagar pelo meu interior cenas perdidas de
um desejo, mas o temor proíbe-me de avançar.
Agora me deito num chão frio e vejo o quanto
poderia...
Vejo o quanto teria sido muito mais feliz
Se cada segundo daqueles momentos que
passaram fossem sugados,
Fossem amados, fossem cuidados.
O céu que está acima de meus olhos
É toda distância que tenho entre minhas
lembranças inatingíveis, intocáveis que um dia
existiu! Em algum lugar, por algum momento
aprenderei a viver a ingenuidade de um presente.
E aí então saberei o quanto é importante a vida!
Marcos Sena
Enviado por Marcos Sena em 12/06/2009
Código do texto: T1645460

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Sobre o autor
Marcos Sena
Arapiraca - Alagoas - Brasil, 43 anos
32 textos (26817 leituras)
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Marcos Sena