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Poesia II

Aos meus 15 despertei para ela
Um jovem amando
Platonicamente uma mulher
Uma deusa de muitas faces
Uma mulher que nunca esquecerei
Um lírio do campo
Com um amor puro
O meu
Aos 17 ela se entranhou em mim
Viveu forte e ardente
Penetrou no meu corpo
Profanou o meu templo
Arrebatou minha mente
Roubou meu coração
Me seduziu
Como quem seduz uma criança com um doce
Me conduziu por caminhos ímpios
Pela tristeza e pelo choro
Aquele reprimido
De lagrimas lerdas
Que saíram da sola do meu pé
Até meus olhos
Me trouxe alegria
E rebeldia
Me ensinou uma vida boemia
Acabou com a monotonia
E a depressão
Muitas vezes ela eu não encontrei
Mas isso apenas em alguns caminhos tão límpidos e rasos que não faz diferença para mim
O tempo passou
E a alma jovem ficou
Mas calma ale encontrou
E seguiu um caminho profano
Carnal
Sem grilhões
Um caminho irônico e paradoxal
Um meio-termo
E aos 23 ela penetrou a alma
A vida
O lazer
A guerra
E a paz
Entrou com tudo
E passou a dominar todos os momentos da vida
Agora só o tempo dirá aonde vai parar

Anjo Enfermeiro
Enviado por Anjo Enfermeiro em 05/12/2007
Código do texto: T766365
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Sobre o autor
Anjo Enfermeiro
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
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Anjo Enfermeiro