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OLHO D’ÁGUA


Camuflada, asfixiada,
Nas entranhas da terra mãe,
Decidi me rebelar e à tona aflorar.
Fui surgindo gota a gota...
Clara, cristalina.
Tomo a forma de fonte,
Assim... tua sede vou saciar.
Querendo ainda agradar, virei lago!
De sentimentos, represada.
Não quero viver assim... rompo as barreiras...
Jorro... sou cachoeira...
Novamente tentam, minha fúria represar,
Terei que abastecer, aldeias, cidades...
Transformaram-me em simples riacho.
Sigo meu curso... cansada,
Quase sem vida...
Deságuo num grande rio,
Sinto-me mais protegida!
Busco uma força maior,
Vou rolando sobre pedras,
Até no mar desaguar...
Agora, sou vagalhão, onda, sal, espuma!
Transmutação mais que perfeita...
Para teu corpo acariciar!

Nadir A D'Onofrio
03/12/2003 13:00h
Santos- SP









Nadir DOnofrio
Enviado por Nadir DOnofrio em 18/01/2005
Reeditado em 18/09/2018
Código do texto: T1804
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Nadir DOnofrio
Serra Negra - São Paulo - Brasil
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