PROFECIA APOCALÍPTICA

Eu vi o pequeno, ser grande.

Eu vi o fiasco do mar

As ondas tomando conta de tudo

Eu vi o sol a nos visitar.

O céu era vermelho escarlate

A terra não há lugar que se ande.

De estimação era um bicho que não late,

Açougueiros procurando a quem mate.

Eu vi o começo e tudo

E o fim, o meio e o nada.

Eu tinha o espelho da terra

A flecha que mira e não erra

O dom, o tom; a estrada.

Eu vi o furor nos olhares

Olhos assustados

Corações covardes

Tempos tardes

Para voltar atrás.

Eu ouvi o choro dos pássaros

Vi chover a cântaros

Vi fogo caindo do céu

O homem ao léu

Com pena de tudo

Medo do próprio absurdo

De suas mãos.

E o bem maior de nós todos

Já não era mais...

A vida.

Ênio Azevedo

Luciênio Lindoso
Enviado por Luciênio Lindoso em 29/07/2019
Código do texto: T6707573
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