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MIRTES E A SEMENTE DO FALSÁRIO II



Não há chance para
o que veio perdido.
O sintoma da fraqueza
beira ver os pássaros
sem pena, caminhando
com um livro na mão.
No mar não se avista
terra segura nenhuma.
A ilha é o único refúgio
do medo correndo a frente
construindo um futuro.

E já havia quem morasse
nela e sabia como sentir
o gosto da alma ferida.
Da mais nova vida que
escondida dentro de si
poderia ser partida ,
repartida , tornado nos
outros toda fuga contida
que nela ainda vibra
quando a dor aparece
diante da verdade , de
qualquer verdade dos
percalços pedaços que
sobraram do espírito morto.

É onde o clérigo virulento
traz um jarro de água
dizendo que sua fronte
será ungida pela benção
dos irmãos corrompidos,
estúpidos corpos vendidos,
fragmentos do que foram
vive no que acreditam.
Podem matar quem cresce
fora da cerca de espinhos
onde o sangue de tal Cristo
escorre todos os dias.

João Marcelo Pacheco
Enviado por João Marcelo Pacheco em 19/10/2019
Reeditado em 19/10/2019
Código do texto: T6773945
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
João Marcelo Pacheco
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 47 anos
2861 textos (27587 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 14/11/19 00:34)
João Marcelo Pacheco