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A Flor

 sem primavera

 sem outono

 sem os olhos ou os ombros do mundo

 brota minha flor de pano, em suas estações de água sanitária e
 sabão em pó, sem dever nada aos Deuses.
 é a super-flor, flor surda aberta ao absurdo, tanto linda quanto viva,
 na memória, não dorme nem acorda, a minha flor fast-food, nascida
 em mãos e vazilha de margarina coberta por papel de revista de moda
 e assassinatos.


 uma flor, sem beija-flor, flor niilista, deusa-flor, flor-ateu, sem
 cemitério ou casamento, flor-lamento, em sua errância, flor-ciência
 ciência minha de flor já-lenda sem dia e sem noite, sem espera ou
 saudade, a flor já-dentro do amor e de minha idade.

 esta flor, é minha mitologia e minha filologia, é meu amor ao mundo
 flor de pano, de pano azul, azul do céu e do chão e do sol, flor do
 blues, mas, flor sem Deus.

 .........................................................................................

 " poesia feita dentro da lan house. poesia industrializada, poesia menos
   minha do que de vocês."
Guilherme Bastos L
Enviado por Guilherme Bastos L em 18/10/2007
Reeditado em 18/10/2007
Código do texto: T699278
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Sobre o autor
Guilherme Bastos L
São Paulo - São Paulo - Brasil, 27 anos
225 textos (12068 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/12/17 00:12)
Guilherme Bastos L