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Água
Fátima Batista

Como se fosse providencial
Como se fosse vital
P’ra saciar, p’ra derramar, p’ra correr
P’ro mar sem fim
P’ro azul do mar
P’ro verde do ar
P’ra molhar
Olhos e bocas – p’ra saciar
P’ra beber
P’ra derreter
P’ra esconder
O que o coração não quer perder
O que a mente quer esquecer

Água
Em demasia, por valentia
Por teimosia
Água, que brota escorre abundante
Transborda e volta pra fonte
Água, na palma da mão que abre
Nas costas cansadas que dobram
Nos pés doloridos sofridos que
Percorrem distâncias

Água em olhos de prata
Borrifos de água
No deserto concreto
Vira fumaça

Água parada estagnada
Sem vertente
Sem olho poente
Vira água empoçada
Vira lama na barra da saia

Água clara cristalina
Escorre
Areia escaldante
Tropeiro ambulante
Pote de água
Derrama a água
Na vertente do meu pensar.

Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 09/10/2006
Reeditado em 09/12/2007
Código do texto: T260022
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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Fátima Batista