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LUA

Ela,que a noite me trouxe,
Invisível,mas presente,
Talvez exista sem rosto,
Talvez se ria da gente,
Mas é tão lógica e sabe
Que amor me ditou barreiras,
Finge sonhar acordada,
Rí do sonho tão fragueira
A dizer de seus fantasmas
Pendurados em seu vestido,
Todos se rindo com ela,
Fora os outros que não vemos,
E me oferece veneno,
(Vai que amor me mata)
Não bebo e deito por terra
O seu cálice de ouro e prata,
Seca a relva,muda os mares,
Uma gôta do seu riso,
Claro,claro,singulares
A morder-me o juízo,
Dança ao vento seus cabelos,
Roça em mim com um olhar
Que olho sem entendê-lo
Com meu corpo a implorar,
E rasga a minha camisa,
E joga ácido em meu peito,
Dá-me fel para beber
Em outro copo suspeito,
Enquanto seu corpo desliza
Sobre a noite a se perder,
E eu,louco,não enjeito
O amargo em minha boca,
Ela,rindo feito louca,
segura de sua poesia,
vai sumindo,invisível,
Enquanto me trai com o dia.
Gilberto de Carvalho
Enviado por Gilberto de Carvalho em 20/02/2007
Código do texto: T387759
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Gilberto de Carvalho
Pirajuí - São Paulo - Brasil, 48 anos
320 textos (22087 leituras)
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