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Tudo e Nada

tudo nasce tão estranhamente bem
tudo morre tão estranhamente também
e nem tudo tão bem.

nem tudo era para nascer.
nem tudo precisava morrer.
nem tudo que nasce,  É.
nem tudo É o que parece Ser.

tudo ou nada,
ou   ou
 
se   se
se tudo é nada,
como não ser tudo e nada?

nada sendo,   renascendo,    morrendo

tudo nasce tão estranhamente
como estes versos,
e acaba tão estranhamente
como o poema que não houve
a poesia que não vejo


ou   ou
apenas proteção,
despejo do Ser,
já que do não-Ser
não sei...

(8-3-05)

TB
Enviado por TB em 09/03/2005
Reeditado em 30/10/2008
Código do texto: T6203


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Sobre a autora
TB
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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