Há uma mar de divindades
Poderes secretos
Lágrimas miraculosas

Há um mar de vileidades
Maldades secretas
Olhos poderosos
Que paralisam tudo.

Em nós, vive um deus e um diabo
Ao lado da varinha de condão,
há um caldeirão de bruxa
e um monte de amuletos mórbidos

Precisamos crer em algo.
Pois descrer é muito doloroso.
Ver nossa solidão de verme
insípito e inútil
Ver nossa condição banal
de reles animais 
com pretensão à racionalidade.

O verdadeiro afeto 
somente em animais autênticos
conseguem ter.

Há um deus em nós, quando amamos
E, há um diabo, quando finalmente
exauridos, só sabemos odiar.
GiseleLeite
Enviado por GiseleLeite em 24/11/2019
Reeditado em 24/11/2019
Código do texto: T6802868
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