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O infante das dezesseis primaveras

Às vezes, ponho-me a refletir,
e entre as minhas mais intimas
e profundas reflexões,
surge uma inquietante indagação:
– por onde andará o tenro infante
das dezesseis primaveras,
que, outrora, habitava-me pueril,
Mas, que, hoje, já não o vejo,
tampouco o sinto presente em mim?’
Onde foi que eu o perdi,
quem lhe maculou a inocência,
ou lhe feriu a confiança,
afugentando-o de mim?
Diante de tamanhas indagações,
quedei-me absorto em minha reflexão...
E, deveras, somente assim, é que fui agraciado
com a mais sublime, maravilhosa,
e luminescente visão!
Que é em cada um dos versos da minha poesia
ou das estrofes da minha canção,
lá está ele, oculto nas entrelinhas,
subtendido (e quase que inaudível)
gritando para mim:
– Desperta, ó Poeta, que estou,
e sempre estive, bem aqui,
nas linhas certas ou tortas
de cada um dos teus versos,
porque, ainda, que não me veja
e pense que não mais me sinta,
eu sou a fonte sempiterna
da tua constante inspiração!
Odeon Alves de Almeida
Enviado por Odeon Alves de Almeida em 29/11/2019
Código do texto: T6806540
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Odeon Alves de Almeida
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 57 anos
227 textos (5142 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/01/20 17:58)
Odeon Alves de Almeida