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MULHER DE PEDRA

Mulher de Pedra, ao ouvir o ruído suave da água
acariciando a areia, senti uma profunda paz,
navegando pelo espaço.

Tive vontade de ficar só,
acariciar seus seios à luz da lua cheia
bem longe dos desejos carnais,
mirando seus olhos estranhos e penetrantes.

Mulher de Pedra fito um vazio no arrebol
que aponta para o horizonte inóspito e distante,
cheios de nuvens esgarçadas de forte poder inquisitivo.

Flanar nas águas de seda desse mar azul,
meditar sobre o que nos une de sermos nós mesmos
e ao mesmo tempo cada um ser o outro.

No âmago de nossas fraquezas
é que encontramos o equilíbrio emocional
para depositar paixões nascidas
no êxtase de sonhos imersos num novo sol.

Mulher de Pedra o que existe na sua cabeça,
nos seus seios, no seu nariz?
a resposta deve ser:
na minha cabeça está à essência da vida,
nos seios o néctar dos deuses
e no meu nariz encontra-se a fragrância do jardim de Éden.

Mulher de Pedra, seu corpo é petrificado
como uma estátua imóvel e fria,
nunca é exatamente a mesma dama,
não sente o ardor das mulheres fogosas,
não é uma amante apaixonada, mas entende
tudo que estou dizendo.

No seu interior acalenta uma promessa secreta,
que só é sorvida na psique do pensamento.
O tempo não é capaz de curar nossas chagas mais profundas,
mas consegue amenizar a dor.

Esta noite eu lhe darei uma rosa!




Paulo Avila
Enviado por Paulo Avila em 06/11/2007
Código do texto: T726471
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Paulo Avila
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil
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Paulo Avila