DÚVIDA

Ando tão inconsistente, tão insano, sem identificar meu caminho.

Quero tanto viver com você, conviver com teus apelos doidos, sentir minhas feridas cuidadas sem o ardor do remédio, sem dor,

Somente a perícia de tua vontade em me ter, feliz, por instantes.

Quero tua casa como minha, pela manhã, com o sol nascendo, Sentir o calor que ambos me provocam, sem me dividir. Mas não quero você como dona, seria uma parceria somente. Uma parceria sem fim contratado, porém de dois sócios presentes. Não quero outros beijos, outros sorrisos senão aqueles que me dás, senão aqueles que te entrego, com o fervor de quem se apaixona, de quem sabe a árvore que deixa cair os frutos dos meus desejos. Ando devagar com a mente, de quem se sente fraco ante ao destino, seria eu, único por uma noite, ou mais um que surgiu de repente? Quero tua cama dividida por dois travesseiros e um sonho qualquer, um dia a dia trocando as rotinas pelo novo guarda-roupas, com uma roupa feminina e outra masculina, e, por favor, nada mais. Entretanto te dou a escolha do imponderável, do amor que escolheste. Quem sou eu para traçar um destino, modificando o que o eterno gravou? Que seja hoje, amanhã e sempre, conforme nossos corações ordenam.