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SENTIMENTOS REVIRADOS

Minhas emoções resolveram tomar conta do pedaço.
Sentaram-se à mesa em companhia da Razão, mas nem deram confiança para amiga.
 
Chamaram um garçom, pediram um uísque e tontas, romperam com a lealdade da grande sentinela de qualquer situação – minha tão lúcida Razão. 

Decidiram rodopiar pelas minhas veias e saírem livres, leves e soltas pelos meus poros como suor em dias de calor. 

Tiraram-me do solo e me forçaram passear desvairadamente como um foguete, deixando-me à mercê da sensação de eu estar em “estado” de levitação. 

Tomaram a minha garganta e travaram guerra com qualquer possibilidade de fuga das palavras pensadas e lapidadas. 

Falaram o que quiseram e disseram o que não poderiam. 

Abriram todas as grades que me cercam, expondo-me, completamente, aos ridículos de meu coração. 

Foram traiçoeiras e me fizeram dizer coisas que 
jamais eu deveria falar, não me dando tempo de pensar.

Tudo com a intenção de fazer do ponto final, muitas reticências. 

Jogaram-me de cara no chão sem dó e sem compromisso, como se não tivessem nada com isso. 

Hoje, estou aqui de ressaca. 

Dores de cabeça, estômago enjoado, e todas as palavras trituradas dentro de meus pensamentos fazendo muito barulho. 

Os sentimentos descondensados tentam encontrar sintonia em mim, mas que decepção, continuam  revirados, bagunçados, desajuizados, acelerados, violentados e sem culpas. 

Por isso, só me resta gritar: EMOÇÕES! CADÊ A MINHA RAZÃO?


Rosa Berg
Enviado por Rosa Berg em 20/05/2006
Reeditado em 05/01/2011
Código do texto: T159522


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Sobre a autora
Rosa Berg
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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Rosa Berg