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FONTE IMAGEM:http://www.culturacontralaguerra.org/archives/img/pegatina_crespon.jpg


Nem sei dizer se isto é uma prosa poética, mas com certeza, um NÃO A UMA GUERRA proclamada por uma amiga, que hoje eu nem sei se continua mais minha amiga, mas que eu continuo sendo amiga dela.


RESISTIREI! CUSTE-ME O QUE CUSTAR


Minha estrada, hoje, é um campo minado.
Minha alma é um território ocupado pelo horror da guerra anunciada.
A anarquia e a violência de suas palavras vieram sobressaltar a minha noite e me apunhalaram certeiramente como um alvo à frente de seus olhos.
Nesta manhã, não sou mais a mesma.
A última gota de sangue, que escorreu de mim, já está seca e o meu rosto desfigurado.
Fui metralhada pelos mísseis de um julgamento impiedoso, porque não fui capaz de perceber as trincheiras cavadas no chão, que pretendiam arrancar os meus pés e estourar os meus miolos.
O meu último sorriso está travado entre meus dentes.
Minha última lágrima escorreu pelo meu rosto.
Meus sentimentos estão doentes e na pobreza de minha situação, a emergência pede socorro.
Estou viva e isso é o que importa.
Olho para frente e o caminho está livre.
Sento-me à sombra de uma árvore para descansar.
Preciso pensar para prosseguir a caminhada.
Faço um apelo pacifista à minha alma e peço calma ao meu coração.
Preciso chegar rápido ao vilarejo de minhas emoções para não ficar presa num campo de refugiados sentimentos.
A liberdade estica os seus braços compridos e tenta me alcançar.
Eu também abro os meus braços e vou de encontro a ela. Entrego sem resistência a minha emoção num abraço que me fortifica e me faz continuar a andar pela vida.
Chegarei, certamente, ao meu destino traçado pelas canções que me norteiam, porque lá enterrarei a minha hostilidade e me esconderei num lugar sagrado onde não existe o desejo voraz da desforra, porque meu coração está blindado contra as explosões suicidas. 
Digo não ao estado guerra, digo não ao terror do inimigo, porque minha meta é a sua segurança e a sua liberdade.
Resistirei, custe-me o que me custar.










Rosa Berg
Enviado por Rosa Berg em 03/07/2006
Reeditado em 03/07/2006
Código do texto: T186741


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Sobre a autora
Rosa Berg
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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Rosa Berg