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Descobriu-se fumante!
Ninguém poderia saber. Ninguém!
Abriu a porta da sala, fechou devagarzinho
E ficou a se perguntar por quê
Tamanha cautela
Se afinal na casa dela
Morava somente ela?
Coisas de biruta!

Abriu a garagem. Olhou
Pros lados. Cismou.
E de novo olhou.
Ninguém!
E se aparecesse alguém?

Achou melhor caminhar.
Foi até o bar
Cigarros a comprar

Saiu do bar
Acendeu unzinho
E veio andando devagarzinho
Pra fumar até o finzinho
Antes de em sua rua chegar

Meio sem graça
Jogou a bituca na rua
Disfarçando das crianças na praça
Olhou pro céu
Como se procurasse a lua
Em plena luz do dia

Abriu o portão e entrou
No lixo jogou
A florzinha que entre dedos esmagou
Que o cheiro de cigarros disfarçou
E de súbito, olha pra trás
Pra alguém que lhe chama:
- Moça, me empresta o isqueiro?





Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 26/07/2006
Reeditado em 01/12/2007
Código do texto: T202062
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 55 anos
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Fátima Batista

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