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CRAVO.

Não desejo tanto e anseio mais. A ambivalência mora aqui e lá. Dispenso o que a muitos apraz e quero com imensa força que o olhar traz. Mergulho em poço escuro, de olhos fechados, em mar aberto, tanto faz. Desço, deslizo, afundo em ais. Uma mulher em água se desfaz. Ressurge em sais. A "bruta flor" é um cravo. Cravo no peito é querer mais. A salvação é o cais. Desejo é carrasco e é libertação. Ainda assim desejo mais. Treze vezes trinta cravos lhe satisfaz? Operações numéricas não faço bem. Revoluções armadas também , não. Mas querer, sim. E quero mais. Boa sou, também, em imaginar. Na imaginação multiplico. De um cravo faço mil e neles deito todos os meus anseios de afeto e de paz.
Evelyne Furtado
Enviado por Evelyne Furtado em 09/06/2011
Código do texto: T3024247

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Sobre a autora
Evelyne Furtado
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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Evelyne Furtado