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Texto
10/01/2006

Há um ano, nesta hora eu acordava do medo.

Acordava e via o mundo pela metade. Acordava de uma cirurgia.
O dia anterior tinha sido de descobertas – descobertas e medo.

Lembro-me na noite de nove de janeiro, sentada em uma escadaria, com o telefone na mão, só, no meio da noite e uma decisão a tomar.
A decisão foi tomada e segui meu caminho. Naquela noite eu me senti completamente só. Não dormi. Levantei-me pela manhã e fui para o hospital. Seria a segunda cirurgia a qual me submeteria no espaço de um ano – meu olho esquerdo. Sabia que aquele não era o dia mais adequado pra cirurgia, mas não podia voltar atrás. E assim foi feito.

Lógico que a cirurgia teve sucesso e eu saí dela ilesa.
Mas os pensamentos se tornam marcas, e todos os meus pensamentos daquele dia ficaram marcados pra sempre.

Lembrar-me-ei pela vida afora daqueles dias, daqueles pensamentos, daquela tristeza e daquele amor.

Têm coisas que são eternas. Aqueles dias serão eternos.
Fátima Batista
Enviado por Fátima Batista em 10/01/2007
Reeditado em 01/12/2007
Código do texto: T342504
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Fátima Batista
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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Fátima Batista