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Aisthesis - A Estética da Alma

O indolor de sua espécie confronta os sentidos e me faz ainda assim senti-la de baixo de meu nariz
O incolor de sua aparência, metamorfoseando o que é aparente se apresenta e se representa em vestes policromáticas
Suspiro é chamariz e insisto assim em instalar em meu olhar interpretações automáticas. Prefiro dizer em primeira pessoa, falar pelos outros causa reações adversas e é prejudicial à saúde.
Elas, estas percepções, jamais são preconceituosas, não julgam, mas avaliam, instalam um auto reverso no que estiver diante.
Do meu intimo diamante, do meu ser, sou apaixonadamente amanhecer eqüidistante.
O que não se percebe por muitos é o que saboreiam outros tantos, me dou conta que provar é pouco, experimentar é bom e vivenciar é demais. Sigo os efeitos de minha arte e meus versos como bicho solto.
Segurado por essa trilogia circular, oferto-me sob juro elementar a  um investimento naquilo que se tem por sagrado, a reinvenção do ego orquestrado por um vôo, mas não trata-se de um estado cego, o alvo me é definido, acumulo os raios e a intensidade de  nossos dias reluz...
A seguir, por se tratar de uma carta aberta a nação humana, sob os pares do domínio publico, façam bom proveito e de dêem o direito de falar pela emoção, pelo coletivo, pela coleção.
A intensidade deste manifesto também reluz...
Façamos a corte majestosa de nosso interior, ao amor, pelo amor e com amor façamos jus. Acrescentamos por hora a melhora em nosso estado de espírito.
Esquecemo-nos dos rancores, nos despimos de armaduras pois já não estamos em combate como outrora, jogamos aflora nossas dores e despejamos lá fora os sentimentos repressores.
Estamos todos os dias panelas vazias para cozinhar os dons que servimos de prato cheio a este mundo.
Estamos uma cestaria a receber a colheita que veio cedo, amém ou tardia.
Estamos sujeitos a moldes de homens como nós ou então havemos de ser infinitamente cortejados por soluções faraônicas contrabandeadas da Babilônia...
Minha intuição não dorme, ela tem insônia...
Somos resistentes, não ao novo, mas as manipulações, não a descoberta, mas aos veredictos finais, não aos ensaios, mas as ilusões... Pelo menos nos fazemos ser e assim tentamos.
Ainda não descobriram outro código capaz de nos aproximar com sagaz altivez dos canais do invisível além da arte.
Somos baús de quinquilharias que temos um brinquedo amado e apertado ao peito, nos damos posse do feito para demonstrar a que viemos. Somos duvidas de nós mesmos e a única e verdadeira descoberta está no abrir dos olhos todos os dias e sentir a máxima que é viver.

Tiago Ortaet
23/01/2007
Tiago Ortaet
Enviado por Tiago Ortaet em 25/01/2007
Código do texto: T358762


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Sobre o autor
Tiago Ortaet
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 37 anos
79 textos (26001 leituras)
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Tiago Ortaet