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Do outro lado

O ar que falta faz mais que falta
E é alta a procura pela cura
Água pura, que loucura! É só fumaça,
Mas disfarça e se embaraça ao ver
Que foi visto, lixo fora do lixo
O que é isso? É o homem-animal
E dá enchente, minha gente! Todos param
Solidariedade!

Me desculpem os humanos, mas
Que, mesmo que por de trás dos panos,
A natureza, e sua frieza, machucada
Continue a atacar e revidar
e acabar e matar e destruir e
reconstituir por si um mundo calmo.

Sem gente.

Tem gente que mente, indiferente,
Discretamente liga o carro,
Paga caro, solta fumaça, é uma desgraça
Porque depois reclama, diz que ama,
Que é bonzinho, faz tudo certinho
E ainda culpa sempre o vizinho.

Quer saber, minha gente?
Entenda o choro como enchente,
a raiva como super-aquecimento
A natureza também vive, revive, revida
E por vocês(nós), eu só lamento!
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 01/02/2007
Reeditado em 01/02/2007
Código do texto: T366666


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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 36 anos
958 textos (33323 leituras)
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Júnior Leal