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Loucura da Alma

     Caminho pelas calçadas meio sem rumo. Procuro nos lugares, algo que me motive a viver. Tento não pensar em tudo que me faz sofrer. Em vão! Não posso controlar meus pensamentos. Uma chuva forte cai, mas isso não importa. Sinto como se toda essa água lavasse minha alma e limpasse tudo dentro de mim. Restando apenas o vazio. Mas porque tanta dor, porque tanto sofrimento?
 Porque amo! Amo alguém que não nutre por mim sentimento igual, ou mesmo similar. Sempre achei que o amor fosse uma dádiva, um presente dos céus para duas almas idênticas.
     Então me lembrei que uma vez um sábio disse que o amor era o maior de todos os sentimentos, o mais sublime, a supremacia da alma. Acho que ele tinha razão. Somente o maior de todos os sentimentos poderia causar tanto dano a alma dos apaixonados. Nos faz reféns, nos eleva as alturas e quando pensamos ter encontrado a paz interior, nos derruba e faz da nossa vida um grande inferno. Como podemos chamar de sublime tal sentimento, como podemos almejar algo que nos faz tão mal? Enlouquecidos somos levados aos extremos, matamos e morremos e ainda alegamos que foi por amor. Que sentimento é esse que destrói, que corrói, que incendeia a alma e enlouquece o espírito? Isso não pode ser amor e recuso-me a acreditar que o seja e se for não quero conhece-lo, nem tê-lo em meu viver. Quero algo que traga paz ao coração e acalento ao espírito e quando encontra-lo, terei certeza que o amor não é fúria e rancor, mas doçura e contentamento.
Michelle Moura
Enviado por Michelle Moura em 14/02/2007
Código do texto: T381124


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Sobre a autora
Michelle Moura
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
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Michelle Moura