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AO CAMPO SANTO ("Mas a poeira é só a vontade que o chão tem de voar". Rita Apoena)

           Hoje, no clima do último fim de semana das férias! Já prelibando, pelas evidências, um momento inicial em que questões complexas vêm à tona do ambiente profissional, que pode comprometer o entendimento com colegas de trabalho e a condução dos desafios coletivos. Estou planejando aqui como superar diferenças pessoais em prol do todo. Foi-se o prazer, a liberdade e agora só entrega.
           Então, estou atento a meu comportamento para começar bem, Planejei cuidadosamente os passos que seguirei daqui a diante, mas não quero ficar só focado nas conquistas pessoais. Estou tentando que meus projetos incorporarem algo que seja útil à comunidade, ou pelo menos que seja algo benéfico ao grupo ao qual pertenço. Estou atravessando uma fase de questionamentos a respeito da vida, sobretudo ao confrontar meus desejos e insatisfações. Quem sabe organizando as atividades cotidianas me ajudará a pôr em ordem não apenas a vida prática, como também minhas ideias. Interessa-me compreender a raiz dos problemas. Pois, tenho problemas com chefes e com prazos.
             Concentrado aqui em meus aposentos, porque venta persistentemente lá fora, e aqui dentro o telhado empoeirado suja minha vida. Assim fertiliza melhor os meus assuntos, não há motivo para não fluírem o bastante! O amanhã, talvez nem posso tê-los, entretanto vou agendá-los, tentado ganhar tempo, preocupando-me com o  que realmente importa: a morte. Já que a morte leva todos os projetos das gente,  agora, permita-me desviar o assunto, para o estado dos defuntos: pó. Quantas pessoas não estão no meu telhado, procurando o tal "campo santo"! Com certeza vou ter mais um dia para viver, e menos um para a morte é infalível me achar. Meu corpo já pode sinalizar alguns desconfortos, sobretudo, eu nunca vou me esconder da realidade, pelo contrário, já estou pronto. Não se esqueça do meu epitáfio: — "Não fui eu quem morreu, pois existo em tudo que restou de mim, e tu me percebes, mas, foste sim tu quem morreu para mim, não posso te perceber". E assim executo meus projetos do ontem.
Kllawdessy Ferreira
Enviado por Kllawdessy Ferreira em 01/11/2016
Reeditado em 29/07/2017
Código do texto: T5810055
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Kllawdessy Ferreira
Goiânia - Goiás - Brasil, 58 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/17 20:27)
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