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Peça de teatro. O Palhaço e o Diabo.



Grupo teatral:
LOTHUS.









Autor: Thiago Fhazão.


1ª. Ato.

D: quem é você?

P: quem eu sou não importa, eu sei quem você é!

D: por que já perguntou?
     Já perguntou o por quê?
     Já perguntou quem é você?

P: eu não sei quem eu sou, mas tenho certeza do que quero. Eu quero ser feliz! Não, agora sou feliz.

D: já se perguntou quantas vezes foi feliz?

P: já feliz há 21 anos atrás, logo quando nasci à beleza de nascer para um dia ter o prazer...

D: quando o prazer?

P: aos 20 anos eu tive a alegria, o prazer, o prazer de gozar... Você já gozou?

D: “meu caro doce, doce e alegre”... Quando completou 21 anos, você não perdeu o ritmo da alegria? Tanto prazer de vive tanto “gozo”?... Onde está o rosto marcado de lágrimas e dor? Nunca mais chorou? Quem chora vive condenado à tristeza porta a eternidade quem ri de mais da vida quando o corpo se torna pura alegria, um dia essa alegria do corpo será “gozar a morte”

P: eu sei o que você quer!  Quer me dizer que aos 21 anos de vida só estou sendo feliz agora. Eu me pergunto o porquê dessa alegria, talvez eu esteja próximo do fim.

D: não permita isso, lute contra tanto prazer, você precisa sobreviver.

P: eu sou feliz, pois amor, em toda minha vida não havia amor, só dor!
Agora amo todo mundo, no momento todos me amam, não tenho orgasmo, mas ainda gozo de alegria!

D: palhaço é isso, você é o palhaço, o palhaço que todos usam e abusam. Dão risada ainda gozam de sua cara! E você ainda sorrir!

P: sim, já sei o que eu sou quem eu sou!
Sou o palhaço. Mas Lúcifer eu sou o palhaço do amor!
Quem inventou o amor?
Calou-se não sorrir mais! Quem inventou o amor meu querido foi Deus. Ele criou o amor. Mas o amor que me dominou não é o amor de Deus nem dos homens, mas este amor de palhaço. É isso que sou um palhaço que ama.

D: quem ama esse palhaço? Prazer ingrato, você é ingrato por amar a todos ou ingrato é aquele que busca o prazer mais não te ama.

P: pra que questionar você que a tristeza em minha face para eu sobreviver ao mundo, assim me protejo do prazer para não sofrer, mais ainda sim, sofro sem saber o que é o prazer.

D: o que é o prazer? Há já sei gozar?

P: o principal do prazer é gozar, a alma do prazer é a vida!
D: você é um palhaço louco, agora o prazer tem alma!

P: tem alma, corpo é vida, pobre tristeza é a sua que perdeu o prazer pelo poder de não poder nada, sinto o enxofre de inveja ao meu redor.

D: não invejo patético palhaço escravo da mortalidade, pois sou um ser que escolheu viver na liberdade do infinito breu revolucionário contra o ditador.

P: ditador eu não sei dizer, pois não compreendo ser livre para que? Sem corpo sem vida e sem amor. Não saber o que é o prazer de viver, pois mais que Deus seja ditador é o único que ama como ninguém! Liberdade sem amor é a inveja do diabo que me atormenta no passado, coitado deseja ser presente, mas na minha vida se tornou ausente.

D: palhaço não sabe o que eu sei deixe eu te ensinar, permita eu te amar, eu ensino o que sei, e você me ensina a amar.

P (Sorri): diabo minha luz se perderia na sabedoria do seu infinito breu, se que me amar procure a luz do meu ditador, onde seu infinito desapareceria quem sabe assim você descubra o que é o amor.

D: mas tu disseste que seu amor não é dele nem dos homens, de onde é esse amor?

P: o meu amor não é perfeito, par você seria comprimido de farinha. O meu amor não é o mesmo de Deus, Deus é perfeito, eu sou o derivado de Deus, sou o palhaço do amor.

D: palhaço morrera só, imperfeito ser, quando morrer a luz negra embrenhará a luz do seu caminho.
P: por isso Deus é perfeito todo o imperfeito foi, jogado no palhaço, por isso cristo está á direita de Deus, pois Judas palhaço o traiu, o palhaço é a prova humana, o publico goza de rir dos humanos palhaços do circo, alegria da inocência humana, é o sorriso de Deus.

D: o que eu sou sábio palhaço?

P: você é a minha luz negra, mas para contrariá-lo eu serei feliz mesmo triste, ante que a tristeza chegue estarei gozando, ante de gozar a morte.

D: e eu continuarei triste, porem com alegria de saber que um dia seu “gozo” há de se extinguir a sua mascará de felicidade se tornará igual a minha face.

(apagam as luzes).

2ª. Ato.

Palhaço sentado em um tronco tocando sua flauta doce.

P: senhor, eu sou o ultimo homem dessa terra, essa a qual está seca, o oceano está morto, os rios que cortam a terra se tornaram estradas desertas de areia e pedras, a flora são apenas galhos mortos sobre uma superfície dura e cinzenta. Sou o ultimo de uma raça que desapareceu por causa de uma natureza ruim. A fauna agora, são carcaça deitadas em leitos de areia, que com o tempo o vento cobrem seus cadáveres com a mesma areia que as servem de leito. No mundo não existe dor, mas também não existe mais nada. O que falta senhor me diga para trazer vida a terra e ressuscitar essa humanidade morta.

(cai um pergaminho do céu).

P: senhor eu, eu não sei se posso fazer isso? Isso e contraditório, como fazer isso sem ir contra o amor... eu sei que tenho que amar o senhor meu Deus sobre todas as coisas...

D: e amar o diabo como se mesmos!

P: diabo, eu não quero lutar com você hoje, hoje é Domingo, dia de tocar flauta para meu senhor.

D: está assustado, parece que viu o diabo? Claro que viu (risos) eu sou o diabo, estou aqui não para lutar com você, mas por que gosto de escutar você tocar sua linda, longa e bela flauta doce.

P: você sabe tocar flauta?

D: claro, que sei, adoro tocar, mas eu nunca coloquei a boca em uma flauta desse tamanho!

P: eu sabia que não era isso que você queria, mas sim destilar sua malícia, me sujar com sua rebeldia.

D: eu disse mal, perdoe-me, eu jurava que se tocava flauta com a boca e com os dedos, me diga você, como se toca flauta? Há já sei com...?

P: não ousa dizer, está bem eu deixo você ter o poder de tocar na minha flauta.

D: e coloca a minha boca?

P: se isso fará você feliz toque com a boca, com os pés, como você achar melhor, mas depois me deixe em paz.

D: não fique tão feliz seu tolo! (tenta tocar, mas não sai nenhum som).
Palhaço essa flauta esta quebrada não sai som!

P: deixe-me ver? (palhaço toca sai som). Não está quebrada, está perfeita fui eu a quem á fez.

D: e por que eu toco e nada sai?

P: essa flauta é encantada, ela foi feita para tocar belas e boas musicas, ela foi feita para tocar no fundo dos bons corações, ou seja, ela não conhece notas musicais que sejam para o mal.

D: deixa-me ver mais uma vez (toma a flauta, tenta tocar nenhum som sai da flauta, ele quebra a flauta) verdade, mas se eu não toco você também não!

P: você quebrou?

D: por que vai chora palhaço? Não já sei vai contar para o pai  do céu em... Tolo!

(puxam as espadas e lutam o palhaço vence).

P: eu não tenho raiva de você por quebrar minha flauta, eu faço outra! Eu já disse que quem confecciona as flautas sou eu. (sai).

D: por que não me elimina, será uma forma de deixá-lo em paz, vamos enfie essa espada, deixe-a varar no meu peito e mate o meu coração...

P: já disse diabo, eu te perdoei por quebrar minha flauta...

D: mas a sua vontade e me matar não é?

P: não posso sentir essa vontade, amor o meu senhor Deus sobre todas as coisas e amo o meu próximo da mesma forma que tenho amor a mim.

D: e se o seu Deus ordenasse a minha morte pelas suas mãos você faria? Calou-se? Não sorrir mais! Faria ou não faria! Melhor você morreria pelo seu Deus?

P: eu morreria por ele sim! Se ele me pedisse a sua morte pelas minhas mãos eu também faria, mas me mataria junto por que você mesmo sendo um diabo ainda é o meu próximo, e por isso se eu o matá-lo, e sinal que eu não tenho amor por mim mesmo.

D: ele te pediu isso não foi? É isso que tem ai nesse pergaminho! Ele te pediu que destruísse o mal que vaga sobre a terra! Foi isso não é?

P: eu tenho ir, vou fazer uma nova flauta.

D: foge palhaço, um dia eu te pego, há se te pego...

 (barulho de urubu).

D: Um urubu mensageiro! Jogue-me essa mensagem seu urubu dos infernos!

(cai um pergaminho enrolado).

D: uma ordem vinda das trevas.  Matar o palhaço com uma adaga no coração.

D: pobre palhaço, até agora eu só brinquei, mas dessa vez a ordem vem de baixo, mas bem de baixo.
O palhaço era para mim como um bichinho de estimação, que um dia por algum motivo temos que sacrificar, por que alguém determinou isso, é eu serei seu assassino.

(palhaço dorme embaixo de uma arvore, o diabo aparece por traz da mesma arvore).

(O diabo parece por trás da arvore).
D: vou aproveitar, enquanto dorme!

P: está tentando me matar diabo, de uma forma desleal? Isso e bem a sua cara.

D: eu não queria te machucar, só queria abrir seu peito e tirar seu coração.

P: isso é me matar?

D: deixe me explicar, eu queria tirar seu coração e colocar no lugar do meu, eu queria saber como e ter o seu coração dentro de mim, entende?
Podemos trocar de coração, assim você saberia o que é ser eu, e eu saberia o que é ser você!

P: eu não quero saber como é ser você!

D: quer sim, claro que quer; um dia a mulher quis saber o gosto do fruto proibido, ela foi até a árvore e a comeu, mas o homem diz até hoje que perdeu o paraíso por causa da mulher, mas na verdade o homem sempre teve curiosidade de saber o gosto do fruto proibido. Eu sei que você tem curiosidade de saber o gosto do fruto proibido.

P: não quero!

D: você quer sim, eu sei quer!

P: não...

D: Sabe como se chama a árvore desse fruto proibido? Chama-se á arvore do conhecimento. Palhaço eu estou dando a te a oportunidade de conhecer o meu lado, eu estou pedindo para deixar-me conhecer o seu lado! Depois trocamos novamente e quem sabe assim eu me converta para o seu lado.

P: parece bonito e nobre, mas é errado!

D: sei qual é o seu medo!

P: não sabe!

D: você está com medo de gostar, e depois converter-se para o meu lado, que triste seria um palhaço virar diabo! Mas eu pergunto á você, o bem sempre vence o mal? Se isso for verdade, não tem o porquê ter medo, você fazendo o que eu estou pedindo, vai provar que o bem é poderoso e avassalador, vamos trocar ninguém precisa saber!

P: ninguém? Isso e mentira, um segredo entre dois, nunca está entre dois, aquele que importa vai saber.

D: quem? (aponta para cima).

P: Deus.

D: pense pode ser um sacrifício para salvar a minha pobre alma, ele vai aprovar.

P: você é traiçoeiro e safado...

D: mas sei que gosta de mim, se você não gostar-se, já teria me matado; São Miguel já eliminou tantos diabos da face da terra. Você que é um palhaço apenas, poderia ter me matado, por varias vezes que teve a oportunidade. Pergunto-me por que ainda não fez isso?

P: está tendo me enrolar nas suas teias de mentira.
 
D: É mentira que você gosta de mim? É mentira que você quer me salvar, se for mentira me mate agora!

P: eu tenho compaixão.

D: segundo o seu deus compaixão também é amor, que seja compaixão, eu estou dando a chance de você provar que o amor existe, colocando o seu coração no lugar do meu... Quem sabe assim você usando o meu com toda a sua pureza, quando me devolver, ele voltará mais limpo...

P: você falou tanto que estou confuso, mas eu aceito a proposta. Mas primeiro eu quero ver o seu coração!

D: eu já tirei, está aqui olha como pulsa, pegue é quente, como você pega gostoso!
Agora me deixe tira o seu!

P: calma... O que eu faço com esse!

D: não deixe cair, esse é o meu coração segure com força, ai não com tanta força, sentir lá no fundo... do coração (rir). Segure cuidado enquanto eu tiro o seu!

(diabo rasga com adaga o peito do palhaço).

P: (grita)

D: pronto, está aqui na minha mão!

P: posso agora colocar o seu?

D: claro, se quiser sair berrando feito um bode, claro que pode!

P: como assim, esse coração não é seu?

D: eu mentir, esse coração e de bode que eu tirei de um que encontrei pedido na floresta, eu ia tirar de um viadinho, mas temos poucos viados na fauna brasileira, pensei em procurar na platéia. Mas esse está bom para você, depois no final do ano quando ficar bem gordo, eu como você assado, adoro costeletas de bode assadas!

P: você mentiu para mim... Por quê?

D: por quê? Eu sou o diabo!

P: eu pensei que gostava de mim, com um amigo, como um irmão como...

D: namorados... (rir). Você para mim foi como uma diversão, realmente em lutas de espadas, tu eis melhor que eu, mas na artimanha eu sou melhor que você.

P: o que quer com o meu coração? Se não é para usar...

D: não é pessoal palhaço, o mestre das trevas encomendou sua execução. Ele disse que odeia sua flauta a sua musica, e ordenou que eu fizesse o serviço.

P: não fará, eu acredito que há amor dentro do seu coração.

D: o meu não, mas no seu transborda esse sentimento maldito, boa viagem palhaço tolo... (o diabo enfia a adaga no coração do palhaço que esta em suas mãos).

(palhaço cai ao chão).

D: terminei o serviço! Foi fácil.
Que silencio.
(olha) ele era um palhaço bonito...
Eu não vou achar outro palhaço, igual á esse.
Eu me sinto triste, meus olhos querem chorar.
Eu nunca sentir isso...
Eu estou ficando tolo também...
Que droga só foi um mero e insignificante palhaço. Droga, droga... O que eu fiz, eu não Sabia, que eu o amava...
Eu sentir isso, isso é algo terrível para um diabo.
Eu tenho que fazer alguma coisa, eu já sei o que fazer.
O único modo de trazê-lo de volta... Isso que eu vou fazer não pode ser verdade.
É verdade... É verdade que o amor é uma merda. Os homens só fazem merda, quando amam. Eu sei que isso que vou fazer, vai resultar em grande merda, mas rendo-me a esse amor maldito. (diabo rasga o próprio peito com a adaga e retira o próprio coração e coloca dentro do palhaço).

Palhaço volta à vida, mas não como palhaço e sim como um diabo.

Segunda parte. Diabo versos diabo.

Diabo1 sentado sobre um troco esperando o palhaço acordar. (palhaço agora faz o diabo2).

Um foco sobre o palhaço, ele acorda, mas muda seu corpo e sua face.

Diabo2: esse coração, não é meu, me sinto diferente.

Diabo1: agora você goza do meu intimo sentimento, como se sente ao sentir pulsar meu músculo em seu interior.

Diabo2: é algo imaginável, não esperava que fizesse isso, somos dois compartilhando o mesmo órgão, você ainda vive, por que seu coração está vivo, eu estou vivo por que seu coração está em mim.
Mas a natureza desse órgão e ruim, sinto que estou mudando, eu confesso que estou gostando, agora sei o que é ser você. Eu sou melhor agora, eu com o seu gênero ruim, sinto que ser ruim não é tão ruim assim.

Diabo1: agora que eu sei que não é mais aquele palhaço quem é você agora?

Diabo2: está com medo, vai descobrir que eu sou pior que você?

Diabo1: você será como meu filho, você será leal a mim. Agora você terá que cuidar bem desse meu coração, nossas vidas dependem disso.

Diabo2: não, permita eu te corrigir, você terá que ser leal a mim. Esse coração é meu agora, posso querer me vingar de você, pelo que fez comigo, afinal quando eu era um palhaço, eu bobo e ingênuo, se apropriou de meu coração e em suas mãos enfio uma adaga, para me matar!

Diabo1: mas eu me arrependi e o salvei!
Doei a você o meu único bem, agora nós juntos podemos ser imbatíveis, seremos dois diabos e um coração maldito.

Diabo2: claro que não o coração é meu agora, admito, não tenho medo de morrer, se tentar algo contra o seu mestre, não fizer o que eu mandar, eu não sentirei medo, não hesitarei em enfiar uma adaga em meu peito para matar você caro e tolo diabo.

Diabo1: estou gostando de tudo isso, mas não acredito que se mataria para me matar.

Diabo2: não tenha tanta certeza, por que eu sei que você faria isso para me matar, só que agora quem tem o poder sou eu. Eu também sei os seus segredos guardados nesse músculo chamado de coração.

Diabo1: então eu terei que recuperá-lo. (tira a espada).

Diabo2: (rir) tolo está apontando essa espada para o seu coração, vamos, não farei nada para evitar, mate o seu coração que esta em meu peito. Eu tiro estes trajes ridículos de palhaço, eu fico nu, não quero morrer feito um palhaço, vamos-me mate, estou pronto para receber a espada que também irá matá-lo.

Diabo1: me nego ser seu escravo.

Diabo2: palhaço! Isso que você é! Um palhaço, agora eu quero tudo que é seu... Não merece essa coroa, eu serei rei, serei maior que seu mestre das trevas. Você se diz ser ele mais é apenas um palhaço. E você será o meu escravo.

Diabo1: eu prefiro morrer a ser seu escravo, eu fiz de você um monstro. O meu monstro que deveria me idolatrar.

Diabo2: quando você abandonou o paraíso, e se revoltou com Deus, agora sabe o que é ser abandonado, não foi o palhaço que te traiu, mas o seu coração, sim o seu coração rebelde se revoltou contra você.

Diabo1: por que eu fiz isso? (ajoelhado e triste).

Diabo2: por que é apaixonado por mim, você me ama! Também eu sou lindo, gostoso e maravilhoso, quem não se apaixonaria por mim? Eu era só um pouco tolo antes de ser diabo. Agora eu me sinto livre, tenho que agradecer a você um diabo que ágil feito um palhaço. O que os outros diabos diriam sobre isso, todos vão gozar da sua cara...

Diabo1: completamente louco e narcisista, meu coração esta te revelando pior que eu pensava...  Eu quero meu coração de volta. Nem que para isso eu tenha que ressuscitar seu coração de palhaço novamente.

Diabo2: um diabo que acredita em ressurreição, eu pago para ver, esse seu erro é irreparável e impossível de corrigir, para isso teria que se converter não só isso, depois teria que ter um coração você não tem coração.

Diabo1: vou encontrar um jeito, mas eu terei o meu coração de volta.

Diabo2: já disse pago para ver, só um milagre, e você não credita em milagres, você é ateu. Ressurreição só acreditando em Deus.

Cada um sai por um lado.

(Diabo1 pede ajuda para Deus).

Diabo1: hei o senhor está ai, o Deus dos homens está me escutando, se estiver, peço que me ajude, eu sei que eu não deveria falar com o senhor, mas se eu for ao inferno buscar uma solução ao meu problema serrei motivo de zombaria com os outros diabos, eles dariam risadas de minha cara, por eu ter perdido o meu coração para um palhaço, eu aprendi, eu não deveria ter subestimado um mero palhaço, se me ajudar terá seu palhaço de volta e eu terei o meu coração, mas preciso de uma solução o que faço me mande uma resposta. (musica)
Uma pomba hei pomba me jogue essa resposta de seu senhor.

Um pergaminho cai no chão.

Para ressuscitar o coração de um cristão terá que cumprir três tarefas.
1ª repartir o pão com os outros irmãos.
2ª consagrar o vinho e reparti-lo
3ª confessar e se arrepender verdadeiramente de seus pecados.

Diabo1: as primeiras duas e fácil, ma a terceira eu me arrepender isso e impossível.

Diabo2: já disse que não vai conseguir você é um diabo, não vai convencer ninguém a comer seu pão, beber de seu vinho, e confessar de verdade com arrependimento nunca.

Diabo1: você disse que Deus não está comigo, ele me mandou uma resposta.

Diabo2: ele deve está dando risada da sua cara, isso é uma piada, ele sabe que você não vai conseguir. E tem outra, mesmo que conseguisse ressuscitar esse coração, eu não quero destrocar, adoro ser diabo.
Mas sei que vai fracassar nisso tudo, se você conseguir ressuscitar esse coração eu prometo que destroco com você.

Diabo1: eu vou conseguir, vou começar agora mesmo, vou comprar um pão.

Diabo2: não pode ser comprado tem que fazer o pão, trigo, ovos, água, amassar e depois assar o pão e por ultimo dividir. Dividir o pão que o diabo amassou... Que piada... Desista e venha me servir pare de dar uma de Jesus cristo.
 
(ajoelhado amassando a terra)
Diabo1: e agora? Não há farinha, nós estamos no inverno...
Eu provoquei a fome no mundo, e agora não há farinha... Como eu me arrependo.
Não há ovos não há pássaros na flora, não existe flora não existe fauna, não existe nada.
Eu provoquei a destruição, tudo pôquer não existe água não existe água, apenas as minhas lagrimas.

Diabo2: lágrimas de um miserável diabo. Mortes, muita fome, guerras você provocou entre o povo de Deus, que maravilha.

Diabo1: Um dia eu atormentei um homem, ele era conhecido como o filho do homem. Eu disse a ele “faça essas pedras virarem pães, mate a tua fome e a do seu povo”.
Ele disse “nem só de pão vive o homem, mas sim de toda palavra que sai da boca de Deus”.
De toda a palavra que sai da boca de Deus é isso.
Eu já sei como fazer pão... Isso era um enigma e eu desvendei. (pega um livro de capa preta a bíblia).

Diabo1: excutem todos, eu reconheço que sou um diabo miserável.  Mas eu peço á vocês, esqueçam quem eu sou.  E só escutem o que vai sair da minha boca, pois será o pão vital para todos que acreditam, em milagres. (Ele o Lucas 21 versículo 25 até 28).
Haver sinais no sol, na lua e nas estrelas. E na terra, as nações caíram em desespero, apavoradas com o barulho do mar e das ondas.
Os homens desmaiaram de medo e ansiedade, pelo que vai acontecer ao universo. Por que os poderes do espaço ficarão abalados. E então (silencio) e então eles verão o filho do homem vindo sobre uma nuvem, com poder e grande gloria. Quando essas coisas começarem a acontecer, levantem-se e ergam a cabeça, por que a libertação está próxima.

Diabo2: confesso que me surpreendi com tudo isso, parabéns para você, mas e o vinho?

Diabo1: isso eu não sei, estou cansado esse fardo e pesado de mais, eu já me arrependi de tudo, já dei o pão aos homens, agora isso e muito para mim.

Diabo2: coitado, vou te ajudar, eu tenho uma garrafa de vinho você quer em diabinho lindinho do pai!

Diabo1: por que me ajudaria nessa tarefa?

Diabo2: apesar de ser um diabo já fui palhaço, eu não sou completamente ruim, farei esse favor... Ofereça o vinho do amor aos seus irmãos.

Diabo1: espere um pouco... (fala olhando para o publico pensando alto).
Eu não deixei de ser um diabo, se eu oferecesse um vinho seria para sacanear, iludir depois sujar o divino, tornar-lo profano. Ele e um diabo, pior que eu, mas não tenho escolha, eu preciso do vinho.
Eu aceito, mas vou experimentar primeiro o seu vinho antes de oferecê-lo aos homens.

Diabo2: beba então...

Diabo1: (bebe) isso não é vinho isso é...

Diabo2: (rir) xixi de bode, lembra quando me deus um coração de bode... Está ai o troco. Não á vinho aqui e em nenhuma parte do mundo.
O vinho se acabou e você se fodeu.

(ajoelhado, cai do bolso um flauta)
Diabo1: ainda não, você quando era palhaço tocava uma flauta ela era doce, e você dizia que tocava daquele jeito para fazer Deus chorar sobre a terra, e assim chovia. Você comovia Deus com á musica.

(parado atrás do diabo1).
Diabo2: e daí, você precisa de vinho não de água de chuva, ou vai espera chover para brotar os ramos dos pés de uva, e assim fazer um vinho, vai demorar uma eternidade se é isso que pensa.

Diabo1: vou tocar sua flauta e fazer chover não água, mas vinho, eu vou consagrar as nuvens e o deus dos homens fará chegar a terra o vinho.

Diabo2: você é louco, nem guando eu era um palhaço não era tão louco feito você.

Diabo1: talvez eu esteja me tornado um palhaço...

Diabo2: você não sabe tocar flauta, e depois não te darei essa flauta.

Diabo1: eu concertei aquela flauta que eu havia quebrado. Eu vou tentar.

(toca a flauta, uma bela musica surge e começa a chove).

Diabo pega um cálice e leva a platéia e pede para ágüem bebe.

Diabo2: não beba, e veneno, não beba...
Diabo1: beba e vinho do bom não acredite nele...

Diabo: não beba ele também é um diabo como eu, você vai pro inferno aceitar o vinho do capeta, eu urinei nesse cálice tem o meu xixi ai, sinta o cheiro e meu xixi...

Diabo1: por favor, beba... Para eu poder cumprir a missão e ressuscitar o coração do doce palhaço.

(alguém bebe do cálice, logo um barulho de coração batendo).

Diabo1: conseguir cumprir as tarefas e o coração foi ressuscitado está batendo, está vivo... Deus existe.

Diabo2: que bom para você!

Diabo1: você prometeu...

Diabo2: eu prometi o que?

Diabo1: como o que? Seu conseguisse ressuscitar seu coração você destrocaria comigo.

Diabo2: mentir! Eu não quero esse coração, fique para você...

Diabo1: eu quero meu coração de volta...

Diabo2: nunca ele é meu agora para sempre tolo.

Diabo: então será assim, você cuidará do meu coração.
E eu cuido do seu, quem sabe eu goste de ser você.
Rendo-me a armadilha que Deus confeccionou com as teias do destino. Você não acreditou que um pobre diabo poderia ressuscitar um coração.
Pensei que esse coração era seu, mas o tempo todo esse era o meu. Foi esse coração o qual lutei e briguei, para ser revivido e transplantado. Ressuscitado no corpo dessa massa sem essência. Agora tenho essência de um palhaço.

(o diabo coloca o coração ressuscitado).

Diabo2: como está se sentindo agora em, não quis ser meu escravo, mas agora eis escravo de Deus.

Palhaço1: sinto-me livre, leve limpo como e bom me livrar das culpas dos medos, me sinto feliz pleno renovado.

Diabo2: então significa uma coisa tenho que te matar!

(os dois lutam, luta de espadas).

Palhaço2: finalmente venci você, mas eu te perdôo por roubar meu coração!

Diabo2: quem é você? (grita).

Palhaço2: quem sou não importa, eu sei quem você é!

Fim.
04/12/2012.
Thiago Fhazão.
Sinopse:

O palhaço representa o amor humano, ao mesmo tempo em que o palhaço se mostra frágil nesse conto, ele busca se apoiar sobre o amor. O diabo representa a maldade do ser humano, mostrando um duelo clássico entre o bem é o mal. Essa fabula, foi escrita com um punho filosófico, para fazer o publico pensar sobre uma pergunta que o diabo faz ao palhaço “quem é você” essa pergunta serve para provocar e para confundir o palhaço. O palhaço tenta encontrar a resposta. Enquanto o diabo busca uma forma de transformá-lo palhaço em ser triste e sem amor, porem certo dia o mestre das trevas determina a execução do palhaço.

Personagens:

Palhaço.
Diabo.

Cenário:

Um deserto com galhos secos um tronco servir de acento.

Figurino:

Figurino do palhaço:
Um manto (cor vermelho) uma camisa branca medieval com babado de renda nas mangas e uma calça branca com babado de renda nos pés.
(pesquisar).

Figurino do Diabo:
Um manto preto feito de fiapos de tiras de pano fazendo um efeito de tentáculos com tons de ouro velho, e uma camisa preta medieval com babado cor ouro velho e uma calça preta com babados de renda nos pés cor ouro velho.

Sonoplastia:
Musica clássica. (pesquisa).

 
Brasilino de Oliveira
Enviado por Brasilino de Oliveira em 12/10/2017
Código do texto: T6140759
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Sobre o autor
Brasilino de Oliveira
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