Cipós do tempo

Parado na estrada, vendo o tempo passar invisível, mas percorrendo brisas por matos.A distância dos horizontes parecem ampulhetas contando dias e noites no mesmo lugar.

Quanta saudade se despeja nas visões contemplativas

em momentos de silêncio!

Sentimento, tão vasto tem os seres; aspirações e vontades;

desejos incontidos, realizados ou não.A vida brinca de amarelinha;

pulando de galho em galho, segura nos cipós do tempo.

Canções brindam poesias; e bailam pôr de sóis;

e luares se abraçam apaixonados.

A humanidade trafega em emoções;

e emoções navegam mares humanos;

Há o bater de ondas nos rochedos do peito.

Continentes se povoam na mente. O tempo corre por todos os lugares.

Colheitas de felicidade são feitas com balaios de solidão e sofrimento.

Não há mal que dure para sempre,

assim como não existe felicidade constante.

A estrada leva a lugares por caminhadas;

o pensamento conduz viagem por detrás de obstáculos.

Há formas na imaginação, como formas em todo concreto natural.

Basta ousar um sorriso, rolar uma lágrima, deixar-se ser verdadeiro, que a vida ensina a pular amarelinha;

Pular de galho em galho, segura nos cipós do tempo.

Takinho
Enviado por Takinho em 26/10/2017
Reeditado em 11/08/2020
Código do texto: T6153713
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