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O poema que enamora a poesia

O poema qual homem,
que conduz a poesia, qual mulher, que conduz a vida,
Qual poemas, que se embaralham em um só corpo
Qual poesias, que duas ou mais rosas roçam, cheias de amor
Qual magia, que os pés dedilham em cada passo
Qual poeta, que em cada cantar, um abraço,
Canta com as mãos, à música vicia
Vitima acidez da vida
Quer tornar vagaroso, para se apreciar,
O mais puro viver é a lentidão
Qual vento, qual dança, que os sinos tocam
Qual fervor d'açúcar, que arde como pimenta
Qual prato que há: jatos, anos, taças
Qual poesia, que brinda os copos vazios
O futuro presente pressente
E o passado irradia
Qual poesia que seduz o poema, demente em anestesia, que o corpo não sente, apenas o outro, em estadia,
Qual poema que traduz o outro, ao tema
Que conduz às tochas, em um duelo de amor, que queimam os corações tortos, que beijam no ardor,
Qual poesia, que espelha a outra,
Quais flores, que se inebriam, que se desejam,
no fogo se entregam, e queimam,
Quais versos teus, que encabulam os meus
Quais sentimentos, que em ti .. sedimento
Quais trocas, de olhares, momentos
Em que as trocas das mãos,
O roçar dos pés, a invasão dos rostos, complementos,
Poemas e poesias, lares
E/ou, apenas versos, apenas o sexo
E o apenas, que nunca é
Qual palavra, que tem o mérito
De ser o que nunca é
Apenas
Thiago Fávero
Enviado por Thiago Fávero em 15/01/2018
Reeditado em 24/02/2019
Código do texto: T6226522
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Thiago Fávero
Bicas - Minas Gerais - Brasil, 32 anos
695 textos (9129 leituras)
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Thiago Fávero