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A filha do fazendeiro

Meu namoro escondido com a filha do fazendeiro, me deixou nervoso me tremendo de medo, o homem era tão valente que eu já me sentia morto, já imaginando com aquele facão no meu pescoço.

O cabra era mais bravo que o Lampião, de um lado carregava uma espingarda do outro um canhão, carregado com oito munição, eu era só um vaqueiro, sem fama sem dinheiro, mas meu amor por ela era verdadeiro.

Mas quem ama tem coragem que até o cão duvida, mesmo sabendo que eu corria o risco de perde a vida, fui adiante pedir a mão de sua filha, na quele momento minhas pernas tremiam sem parar, mais deixei pra depois com medo dele me matar.

Fiquei pensativo, tinha que tomar uma decisão, se ele pega nos escondido, pode comprar meu cachão, a arma dele carrega oito tiro, o homem mata sem perdão.

Certo dia a sorte tava do meu ledo, ele juntou todos homens, e falou que as onças tavão  matando o seu gado, e quem matar todas elas, vou da a mão da minha filha em casamento, era eu que tinha que matar porque nós já estavam  em um relacionamento.

Não sabia o que era pior, caçar onça, ou enfrentar aquele homem violento, comecei a procurar o bicho de mata a dentro, não sabia quantas onça tinha, mas eu tinha que ser o seu genro.

Bati aquela mata de noite e de dia, sai matando todo tipo de bicho que eu via , logo o dia começou a clarear, peguei todos bichos morto e comecei a contar, matei cinco onça, três tamanduá, duas cutias, um preia, era tanto bicho que tava ruim de carregar.

Todos levaram os bichos para o casarão da fazenda, minha pele com tanto arranhão ardia igual Pimenta, logo chegou o patrão e começou a contar, quando chegou minha vez ele falou: você matou todas as onças, e esses bichos por que você teve que matar?
Eu respondi: os outros, é para festa de casamento para o povo se alimentar.

A pois meus parabéns, que é com você que minha filha vai se casar, quando vi a moça eu tinha que disfarçar, fazer de conta que eu não ha conhecia para nada estragar,  nosso namoro era escondido ninguém podia notar.

Pois nada nessa vida é de mão beijada, todos os dias temos uma luta uma caçada, foi difícil mais eu consegui no dia certo e na hora exata, me casei com a filha do fazendeiro, que é pistoleiro, hoje não tenho mais medo, mais lembro bem de quando eu mijava nas calças, hoje sou da família, mais um dia vou fazer isso com o namorado da minha filha, porque nessa vida nada é de graça.

Escrito por Jairo Souza
Jairo de Souza
Enviado por Jairo de Souza em 10/02/2018
Reeditado em 10/02/2018
Código do texto: T6250574
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jairo de Souza
Artur Nogueira - São Paulo - Brasil, 35 anos
119 textos (4815 leituras)
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Jairo de Souza