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Nostalgia





 
Hoje não, porque agora
só preciso descansar, mas, já fui água
subindo, descendo íngremes caminhos.
Banhei as pedras, pelo sol iluminadas,
Perdida em transparência, fui.
Fui a alma das águas
com o olhar que ia se refugiar nos montes
Depois em outros montes, eu era fonte que
descia
descia.
Não havia tempo para tristeza,
O vento
Nas folhas das palmeiras, era
abafado pelo som da passarada,
que ensurdecia.
Eu era só o que não devia ser,
Abraçava a vida que dentro de mim, não acontecia.
O meu coração,
Esse,
era fechado, mais que isso,
era tão fechado,
endurecido feito pedra.
Nem era coração
de tão apagado,
Silencioso, amargo, sem efeito, sem vida.
Foi quando um dia, o amor me visitou,
veio para arrebentar,
mostrar os quatro cantos do mundo,
e a minha estranha alegria,levar.
Agora,
Sou uma paisagem morta, só, cheia de nostalgia.
Liduina do Nascimento
Enviado por Liduina do Nascimento em 16/05/2018
Código do texto: T6338169
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Liduina do Nascimento
Fortaleza - Ceará - Brasil, 61 anos
2200 textos (74364 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/09/18 15:20)
Liduina do Nascimento

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