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Felicidade, Desafinado, Corcovado

 Da janela acompanha-se a cadência do barquinho a navegar.  N'água mansa repousa o pássaro; não voa, pois está pintado.
Pelos vidros semi-cerrados, a maresia penetra com lentidão. Insignificantemente corrói os quadros, os livros, a televisão. Corrói o Jim Beam desconcertado num copo trincado.
 No canto, perto da mesa manca, está José. Chorando, cantando: "Tristeza não tem fim, felicidade sim".
 Lembrou-se de uma noite com Luísa sentados à beira-mar: ela cantava desafinado, ele a olhava desconcertado. E no fim das contas, o desafinado era ele. No descompasso sentimental lagrimava-se a cada encontro e  cantava: "Ao encontrar você conheci o que é felicidade, meu amor."
 Reencosta-se no sofá, suspira tristemente e entra em devaneio.
Cajuzinho do cerrado
Enviado por Cajuzinho do cerrado em 16/05/2018
Reeditado em 16/05/2018
Código do texto: T6338415
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Cajuzinho do cerrado
Cuiabá - Mato Grosso - Brasil
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Cajuzinho do cerrado