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VERSOS DESESPERADOS.

 

 

 

 

Numa noite triste.

 

 

 

 

 

I-                  Eu sempre escrevi canções de amor, mas hoje, sinto-me perdido e totalmente desolado, por isso, escreverei somente estes versos desesperados.

II-              O silêncio e o escuro desta noite cortam com as saudades e as lembranças teimosas essa minha alma abandonada e, somente ao longe, quietas estrelas cintilantes me expiam.

III-           Ah! Eu que a beijei tantas vezes embaixo deste mesmo céu, sentado aqui neste mesmo cais, agora não sei se ela ainda me quer, assim como eu tanto a quis.

IV-           Uma voz feminina canta entristecida à distância. Penso ser ela perdida e arrependida dentro das brumas da noite que vem do oceano.

V-               Mas o vento impetuoso e gélido arrebata o seu canto triste, para finalmente, afogá-lo nas ondas que se quebram num ritmo interminável de um vai-e-vem.

VI-           E neste langor, assanha-me sempre a lembrança do seu lindo corpo esquio e quente que, virtualmente o percorro embebido de desejos e lascívias inconfessáveis.

VII-        Será que ainda existem em seu corpo os caminhos de lua e os sucos de maçã? Neles, eu outrora caminhava em carinhos, mensurando desejos e, os sucos, eu os bebia sedento dela, quando a isso ela me permitia.

VIII-    Finalizando esta cantilena saudosa e triste, eu me despeço dela, um sonho que apenas aconteceu. E que agora, diviso grávido de beleza e graciosidade nos olhos pretos e nas melenas luzidias de uma menina, uma verdadeira extensão genética desse grande amor.

 

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 08/09/2007
Código do texto: T644316
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira