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MINHA SOMBRA.

   Porque me acompanhas desde que nasci?
   Não deveríamos ser dois. Veio  de mim.
   Fico a imaginar se carregas somente o peso da minha materialidade ou se quando tomas  formas, também ganhas a carga de meus erros, pecados, maldades ocultas e outras maledicência.
   Se for assim, amiga SOMBRA, foges. Não cultives o que tenho vontade de sepultar.
   Se gostas tanto de acompanhar-me então és um espelho refletor de atos que não quero demonstrar.
   Mas, não sou apenas isso. A melhor parte que sinto que a cada dia se vai, não consegues detectar.
   És  materialistas e dependente da luz.
   Tenho te evitado bastante.
   As vezes fico recluso no meu quarto e nessas horas sinto até sua falta.
   À noite no quarto escuro, trapaceio contigo: acendo o abajur, uma luz de penumbra, tentas sobreviver, bebendo dessa pouca luminosidade.  Quando te percebo, desligo o abajur e somes, mortalmente atingida.
   Mesmo assim és minha velha companheira,  fostes em lugares secretos sabidos só por nós
    ENTAO SOMOS TAMBÉM  CÚMPLICES.
Felix Chaves
Enviado por Felix Chaves em 26/10/2018
Reeditado em 27/10/2018
Código do texto: T6487153
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Felix Chaves
Palmas - Tocantins - Brasil
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Felix Chaves

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