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Texto

Arquite[tônico]

Quantas palavras caberiam num poema,
onde se debruça uma vida inteira?
No caminhar lento dos dedos que buscam
um desejo no concreto e o acha
no abstrato;
No extrato da madrugada toda lúcida vida,
parada...
Quantas vertigens caberiam nessa mente?
Em um pulsar dormente de ilusão,
trilhando as linhas da palma de tua mão,
vou encontrando o amanhecer de cantos e...
por enquanto,o sonho se faz concreto,
o adormecer se faz discreto no cantar de um passarinho,
ninho...
Esperança que acorda sem dormir,
que descansa na labuta,
que despede-se em retorno,
e cruza a linha do tempo;
na direção do teu vento vai surgindo,
cimento...
tijolos no lugar de coração,
ferragens no lugar de alma,
inquietude de obras no terreno baldio da nossa...
Calma...
Ria...Pois me trouxes-te vigas nos olhos,
me trouxes-te colunas nas veias,
e areias.
Fernanda Valencise
Enviado por Fernanda Valencise em 12/09/2007
Reeditado em 13/09/2007
Código do texto: T648751

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Sobre a autora
Fernanda Valencise
Recife - Pernambuco - Brasil, 39 anos
100 textos (3030 leituras)
3 áudios (77 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 13/12/17 23:28)
Fernanda Valencise