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EPÍLOGO

Rastejo das coisinhas mundanas, insípidas
'Toc toc' e ei-la cá novamente
Antecipando o fim.

Nobre exímio sentimento do cio
Aquele plangente de outrora
- rabiscado a lápis -
Enternecido.

Embora saiba de onde vem
Meus 'eus' aflorados e em sangria inda pasmam.

Deu-me um ósculo e se ausentou
Morreu devagarinho, aos montes, de roldão.

Raspa a raiz do fleimão e se se estende muito
Sem propulsão, à deriva
Marolando, marulhando, de pé.

Meu nigérrimo verso só oculta a capa
E suga a manteiga
Tudo é solidão!

O pó ofuscante do dia tórrido
Far-me-á nunca esquecer
Meus rejeitos pobres, abjetos.

Far-me-á ocultar a leda prima
Vingativa, pífia
A beleza lânguida, ostentadora.

Ao dobrar tal esquina
Enviesado olhar extingue a perpétua pena
No rosto sem face da fase mais semântica do amor.

'En passant'!


 
Cesar Poletto
Enviado por Cesar Poletto em 31/01/2019
Reeditado em 31/01/2019
Código do texto: T6563884
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cesar Poletto
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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