Tão pouco sei de ti, não te ouço, mas há muito te percebi.
É bom saber que existes, palavras tuas li em notas que o vento trouxe, afinadas com o violino do coração e soando pela distância, através do tempo espaço.
Na verdade, quem és?
Um condor em asas soberanas ou apenas um esvoaçante colibri?
Não sei, apenas te notei em amanheceres de outono e noites de primavera. Teria sido sonho? Parecia algo tão real, estavas logo ali em imagens com poucos traços e sutilidades!
Antes, senti de longe um perfume tênue, de alma, daqueles bem diferentes com notas amadeiradas que remetem ao verde musgo e o coração se apaixonou ou foi a alma que reconheceu sinais em semelhanças?

Quem és?
Porque segues entre nuvens ou te esgueirando entre sombras dos caminhos por onde vou e não te mostras de vez para que conheça teu rosto e mergulhe em teu olhar? Em verdade, o que desejas de mim, apenas uma brincadeira de esconde-esconde que jamais mostrará o esconderijo ? Ou desejas ter tuas mãos nas minhas, em apoio mútuo na caminhada que se desenha numa trilha desconhecida? Estranho enigma, decifrar não poderei.


09/07/19

Obs// Apenas personagem
Marilda Lavienrose
Enviado por Marilda Lavienrose em 09/07/2019
Reeditado em 24/11/2019
Código do texto: T6692239
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