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VELHAS CARTAS DE AMOR.

 

 

Ah, como eu as tenho guardadas!

Ah, queimá-las? Não pude!

É que elas, quem diria? – elas guardam murchas assim a tua morta paixão, que permanecem sepultadas e quietinhas no meu HD.

Deletá-las? Impossível!

Ali ficará eternizada a febre de amor de uma noite.

Destarte, permanecerão para sempre as lágrimas de um dia, assim como também ficará somente o eco da minha última canção.

As tuas cartas? Na verdade, foram poucas as que eu recebi, mas fizeram murmúrios no meu coração, e ele palpitando de amor agora vive aos tropeços.

Agora principia uma primavera meio confusa e acanhada, e com ela veio o silêncio, essa distância, a agonia e o bálsamo do tempo, enfim, a cruel consolação.

Todavia, nas minhas cartas vive ainda um romance apagado, a luz de um amor e o fogo brando de um passado.

Não posso esquecer também, a glória vivida numa cidade histórica, numa inesquecível e fresca primavera.

As tuas cartas, ontem, eu as li, para com saudades viver um passado recente, quando, sem querer, caiu sobre elas uma lágrima ardente.

Por isso, eu não pude queimar as tuas cartas de amor.

 

 

 

 

 

 

Eráclito Alírio da silveira
Enviado por Eráclito Alírio da silveira em 27/09/2007
Código do texto: T670858
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Sobre o autor
Eráclito Alírio da silveira
Imaruí - Santa Catarina - Brasil, 75 anos
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Eráclito Alírio da silveira