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A BOBINHA DA ESTÓRIA



Já senti angústia e hoje, se não estou esperta, ela quase se aporta de novo.
Costuma vir embutida em situações que nos aborrecem e não temos como nos livrar delas facilmente e se repetem, ficam como um sino no alto de uma torre, nos lembrando de hora em hora, esse algo ruim que não cessa.

Mas desta vez freei antes, não a deixei se aproximar; ficou apenas a contrariedade e mesmo assim, até esta foi de menor tamanho, porque não lhe dei importância para que me aporrinhasse tanto...

Para conseguir isto, é um árduo exercício interno, fragmento de uma fortaleza que aos poucos vamos construindo, depois que decidimos não nos aborrecer com as coisas frouxas e agourentas que vêm pelo dia.

E as angústias geralmente estão ligadas a pessoas tóxicas e nocivas que nos cercam; elas se aproximam, destilam seus venenos e vão embora felizes da vida, sem nem se darem conta de que são tóxicas e nocivas para alguém.

Estou criando (antes tarde do que nunca) uma membrana seletiva ao meu redor - não pretendo mais ficar desavisada, naturalmente, de guarda aberta, sem nada em mim que me defenda de pessoas que me fazem mal.

Hoje foi a primeira experiência de domínio da situação numa velha carreirinha de insistências e estou  empolgada comigo mesma: parece que enfim aprendi a deixar de ser a bobinha da estória!

Ene Ribeiro
Enviado por Ene Ribeiro em 11/08/2019
Código do texto: T6717811
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ene Ribeiro
Goiânia - Goiás - Brasil, 57 anos
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Ene Ribeiro

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