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OUTRAS PRECIOSIDADES (162)




                          No café da manhã, minhas certezas servem-se
                       de dúvidas. E têm dias que me sinto estrangeiro
                       em Montevidéu e em qualquer outra parte. Nesses
                       dias, dias sem sol, noites sem lua, nenhum lugar
                       é o meu lugar e não consigo me reconhecer em
                       nada, em ninguém. As palavras não se parecem
                       àquilo que dão nome, e não se parecem nem
                       mesmo ao seu próprio som. Então não estou
                       onde estou. Deixo meu corpo e saio, para longe,
                       para lugar nenhum, e não quero estar com
                       ninguém, nem comigo mesmo, e não tenho, nem
                       quero ter, nome algum: então perco a vontade
                       de me chamar ou de ser chamado.
EDUARDO GALEANO
Enviado por Silmar Bohrer em 11/09/2019
Código do texto: T6742840
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Silmar Bohrer
Itapoá - Santa Catarina - Brasil
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Silmar Bohrer